segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Corrida, saúde & cigarro!

Muitas pessoas tem criticado a corrida Fila Night Run, São Paulo, do último sábado. Reclamações desde a retirada lenta dos kits até som alto, muita gente caminhando, falta de espaço pra sprint final e pessoas que não respeitam a largada segundo o ritmo.
Mas uma coisa que eu observei, que ninguém comentou, foi a quantidade de pessoas fumando antes e depois da prova, perto de outros corredores, sem nenhum pudor.
Não quero julgar ninguém, nem questionar direitos e deveres, mas fumar em um evento de corrida, não é muito paradoxal? Fiquei bem incomodada com isso. Será utopia imaginar que todos os que se inscreveram nessa prova pensam na corrida como algo relacionado à saúde? Ou teria mais a ver com status?

sábado, 7 de novembro de 2009

Correr para desestressar ou desestressar para correr?

Li na revista O2, #75, julho/2009, uma matéria do Nuno Cobra sobre o efeito "desintoxicante" da corrida sobre o corpo. Segundo ele, a corrida seria a melhor maneira, e mais natural, para colocar a energia gerada por estresses diversos para fora do corpo, evitando que esta seja a causa de doenças. Essa energia, chamada por ele de supérflua, provocaria excessiva produção hormonal, só necessária em momentos de perigo ou urgência, em um momento que você está parado, apenas pensando. Portanto, sabiamente, ele incentiva uma corrida com a mente voltada para si próprio, e não para problemas, visando além da saúde física, a mental.

Portanto a grande dica é, ao contrário do que se pensa, desestresse para correr e não corra para desestressar! Assim, segundo Nuno Cobra, a sua corrida terá "além das vantagens físicas e orgânicas, as extraordinárias vantagens mentais e emocionais que ela tanto proporciona quando executada corretamente".

Bons treinos!

"O grande trunfo da corrida, além de todas as vantagens para a busca de uma vida melhor, é canalizar essa agressividade imensa por meio do fenômeno denominado catarse."

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Aos meus amigos twitteiros-corredores (ou corredeiros)


Daqui a dois dias correrei o Fila Night Run. Estou ansiosa, mas nem tanto pela corrida, e sim porque vou encontrar alguns dos meus queridos amigos corredores twitteiros.
Incrivelmente, descobri que os conheço desde 25 de outubro de 2009, ou seja, apenas 12 dias de amizade. Fiquei assustada! Achei que fazia mais de um mês, porque a sensação que tenho, é que os conheço desde sempre!

Consigo até já definir algumas personalidades: Tem os mais sérios, os mais faladores, as mais louquinhas, a mãe-exemplar, o pai-babão, os xavequeiros, os incentivadores, aqueles que são "pau-pra-toda-obra", os conselheiros, os tímidos, os empreendedores, os ansiosos, enfim, todos diferentes, mas com uma coisa fantástica em comum: coração de corredor!

Não sei o que acontece com quem corre. Como disse meu amigo @cassiopoliti, quem pratica corrida é do bem! Mas por que será que a corrida faz esse bem pro coração? E ainda mais, por que será que a corrida cria essa conexão além do lógico em um mundo tão individualista e medroso? Afinal, abrimos as nossas vidas (hábitos, rotinas, lugares que frequentamos) em uma rede de conexão mundial, disponível para qualquer um, seja bem-intencionado ou louco-psicopata!

Não tenho essas respostas. Na verdade, nem importa muito o que nos motiva a agirmos dessa forma. O que eu sei é que em poucos dias minha vida mudou pra muito melhor! Treino com vários amigos imaginários (ou melhor, virtuais!), como algum corredeiro falou (Sorry, não consegui achar quem foi!). Mas esses amigos tem nome. Nomes que começam com "@". Cada um com seu ritmo, com seu conselho, com sua brincadeira, me acompanhando. Claro, que de fato, todos estariam bem lá na frente! Mas nas minhas corridas, vocês estão ao lado!

Muito obrigada meus amigos twitteiros corredores! Espero que essa amizade continue, além do mundo virtual!

Valeu @correzecorre por me apresentar esse povo do bem e de fato, sempre correr ao meu lado!

Abraços a todos!

#GoTwittersRun!

@Juqcorre

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Minha vida, a corrida e o magricelo


Estava relembrando o que a corrida significou para mim nesses 27 anos.

Na minha infância, nunca sonhei em ser atleta. Sonhei em ser astronauta, desenhista e neurocirurgiã. Não me dei muito bem com esporte. Quebrei dedo jogando handball, "abri pulso" com o vôlei, machuquei o joelho com basquete, fui afogada pelo professor de natação (de verdade!)! Até tentei futebol, mas desisti! Gostava de andar de bicicleta, e olhe lá!

Na minha adolescência, o pior da aula de educação física, para mim, era a avaliação chata, que consistia em correr por uns 50 minutos em volta da quadra. Além de ser chato o percurso, era um menino chato que contava as voltas! Eita idade chata!!!

Mas nessas duas fases, me lembro muito bem de um cara magricelo* e cabeludo que passava correndo e gritando "U-huu!" na rua do meu prédio, e desde os 5 anos, quando o via, corria atrás (pela grade do prédio) e gritava de volta! E era o maior barato!!!

Depois disso, o esporte continuou fora da minha vida. Vida oficialmente sedentária! Fiz um pouco de natação de novo, mas parei. Fiz yoga, e parei. Fiz academia, e sumi (de corpo e da academia!). Mas o cara magricelo sempre aparecia nas redondezas, e eu, quando podia, fazia o "U-huuu!" pra ele.

Em uma Copa (lembrem-se, o esporte não fazia parte da minha vida, por isso, não pergunte datas!), acompanhei alguns jogos do Brasil. E nosso time ganhou contra a Alemanha! Fomos para a av. Paulista comemorar. E quem estava lá com a camiseta da Alemanha? O magricelo cabeludo!

Casei, mudei de bairro, de trabalho, e o magricelo cabeludo continua aparecendo nas ruas por onde passo!

E há 22 anos, aproximadamente, a corrida passa por mim, e só nesse ano que ela parou (e pra ficar), mas não foi por esse magricelo,foi por outro, um magricelo careca, meu marido!

*Magricelo e cabeludo: Ultramaratonista Roberto Losada Pratti, famoso corredor das ruas de São Paulo. (Agradecimentos ao Anderson Zacarias que me passou o nome da figura!)

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Essência escrita

Na comunidade que frequento existem umas figuraças! De fato, acho que ninguém lá é normal. Geralmente quem é, não consegue ir mais do que uns 3 domingos!
Nada pessoal, mas realmente, fugimos à normalidade. E essa estranheza toda é o que me faz sentir confortável por lá, porque por trás da loucura existe um grande respeito por todos, independente da essência de cada um.

Mas às vezes, acho que perco um pouco da minha essência, e acredito que isso aconteça porque deixo de pensar por mim mesma me influenciando muito por opiniões que não são as minhas, tornando-me uma pessoa comum, igual a todo mundo, deixando a oportunidade de ser quem sou, de lado.

Pensando nisso percebi que temos tempo definido para várias atividades, como dormir, comer, cuidar do corpo, mas, para o que diz respeito à mente, o que nos define, nos caracteriza, ou seja, essa essência, não reservamos um tempo certo.

Duas vezes por semana, passo em um trecho de São Paulo com um trânsito bem chato, e é nesse momento, por mais estranho que seja, que paro para refletir sobre alguns aspectos negligenciados da minha vida, opiniões, sonhos, realizações, mudanças, e faço até algumas anotações em um papel sobre a direção, e percebo que existe uma força em mim, um potencial que está realmente abandonado, aquilo que constrói a minha essência. Mas depender de trânsito para cultivá-la, em São Paulo, não é nada difícil, mas, convenhamos, isso também vai cultivar um rombo na minha conta e na minha paciência!

Por isso, resolvi voltar a escrever, pois desse jeito organizo minhas idéias e reflito sobre os meus valores. E quando digo que organizo as minhas idéias, literalmente organizo meus pensamentos, puxando um a um da minha mente, os materializo no papel (ou tela!), afinal, ele(a) nunca vai me julgar, e a cada linha escrita, construo aquela que desejo ser, corrigindo o que não gosto, revendo o que estranho, e aperfeiçoando o que tenho de melhor!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Tem que ser de coração (sobre o aniversário)

Minha bisavó já dizia que o melhor da festa, era se arrumar pra ela!
Pois bem, me arrumei muito bem arrumada!
Fiquei linda, de vestido, meia-calça e o meu sapato mais alto.
A maquiagem estava ótima! E o cabelo bem penteado!
O salão também estava empetecado: copos coloridos sobre cada mesa com um pequeno arranjo de flores do campo, potes transparentes com balas coloridas e outros detalhes mais.
A festa seria bem servida. Sanduíches, bebidas, bolos e docinhos até dizer chega!

Mas a festa não agradou a aniversariante.
Fiquei chateada. Metade dos convidados não apareceu.
E dos que apareceram, alguns não foram de coração.
E esse foi o maior problema.

Como alguém consegue agir sem pensar pelo coração?
Ainda mais com alguém que colocou tanto coração na festa.

Agora já foi. E a lição dos 27 é essa:
Faça de coração para quem merece a sua atenção.
Não faça nada pensando em quem não tem coração.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Tudo errado

Ontem o dia foi errado
Foi errada a noite também
Em um sofá errado, com a coberta errada
Calor e lágrimas

Hoje, tentou amanhecer certo
Até chegar o errado
E fazer tudo voltar a ser como era

Ainda estou errada
Errada de vista, errada do sentir
Com o coração errado apertado e angustiado
E o estômago, desde ontem, antes do sofá
Continua errado

E erradas as horas se vão,
derretendo nesse calor errado infernal
em uma cidade certa, no mês de carnaval