Meu filho Pedro está com um ano e cinco meses. Cada dia que passa ele fica mais com cara e jeito dele mesmo, sem influências, sendo o Pedro. Independente! E isto me encanta! Me faz me apaixonar cada dia mais!
Estou com meu marido há 11 anos. E nesta nossa história já me confundi muito com ele, já confundi muito ele com quem sou, e nos últimos dias, tenho voltado este mesmo olhar que tenho para o Pedro, para ele, para relembrar aos meus olhos o encantamento que é ver nele, ele e só. Separado de mim. Completo em si.
Quando a gente casou o pastor falou apenas vinte minutos. Mas o que falou foi na medida. Lembro bem dele falando que para o relacionamento dar certo eu precisaria me ver nele, como se olhando em um espelho, e ele, se ver em mim.
Quando me olho no espelho reconheço quem eu sou, com todas as minhas particularidades, defeitos e qualidades. Não preciso falar nada. Sei o que passa por trás dos olhos com que me fito. Olhar para o meu marido como se fosse minha imagem no espelho não significa vê-lo como alguém igual a mim, pelo contrário, significa vê-lo como alguém que é único.
Não sei segredo para fazer durar relação, nem tenho pretensão de provar se existe tal coisa, mas quero fazer todo dia este exercício de ver o J como único que é, por que sei que se eu alimentar este encantamento por vê-lo exatamente como ele é, cada dia que passar ficará mais natural respeitá-lo e desta maneira dou margem para cultivar anos de excelente convivência! Um bom segredo, não?!
Um dos prazeres da minha vida: escrever! Aqui você encontra desabafos, histórias, dicas, textos sobre comportamento e mídias sociais.
quarta-feira, 6 de junho de 2012
sábado, 25 de dezembro de 2010
Natal 2010: Já?
Este ano realmente passou muito rápido! Me lembro como se fosse ontem o dia em que escrevi o post sobre o Natal na casa da minha avó. Lembro muito bem também do post sobre "decidir ser feliz em 2009". Já estou no nono mês de gravidez, logo estarei com meu filho nos braços, e não parecerá que se passaram mais de nove meses desde quando decidimos engravidar! Não tenho conhecimento suficiente para dizer se esta sensação é devido a uma nova velocidade de rotação da Terra ou se conforme envelheço, a noção de tempo muda, mas que o tempo passou mais rápido eu bem sei!
Mesmo sentindo que não faz muito tempo que fiz aquele post sobre o Natal, acho importante registrar que mais uma vez me diverti horrores nesta noite e que sou muito orgulhosa da família que tenho! Além disso, é necessário registrar que este foi o último Natal que passo antes do Pedrinho e do(a) meu(inha) sobrinho(a) nascerem! E foi muito gostoso imaginar com todos ao redor da mesa como será o próximo Natal com um bebê de 6 meses e o Pedrinho, que estará quase com 1 ano, apavorando todo mundo!!!
A conversa durante a ceia foi tão boa que tive até crise de riso com um comentário da minha mãe! Meu marido, inclusive, filmou algumas das "discussões natalinas". Parece que o tempo passa e curtimos cada dia mais a família que temos, graças a Deus!
Cheguei em casa satisfeita. Não sei o que Jesus acha do tipo de comemoração que rola na data que deveria servir para lembrar o nascimento dEle. De verdade, pensei apenas pela manhã sobre isto. Agradeci a Deus por Ele ter enviado Jesus ao mundo. E, à noite, acho que a esperança e o amor que Jesus trouxe ao mundo permeou a celebração do Natal de forma natural, e consequentemente, honramos o nascimento do Salvador em meio às conversas e risos.
Mesmo sentindo que não faz muito tempo que fiz aquele post sobre o Natal, acho importante registrar que mais uma vez me diverti horrores nesta noite e que sou muito orgulhosa da família que tenho! Além disso, é necessário registrar que este foi o último Natal que passo antes do Pedrinho e do(a) meu(inha) sobrinho(a) nascerem! E foi muito gostoso imaginar com todos ao redor da mesa como será o próximo Natal com um bebê de 6 meses e o Pedrinho, que estará quase com 1 ano, apavorando todo mundo!!!
A conversa durante a ceia foi tão boa que tive até crise de riso com um comentário da minha mãe! Meu marido, inclusive, filmou algumas das "discussões natalinas". Parece que o tempo passa e curtimos cada dia mais a família que temos, graças a Deus!
Cheguei em casa satisfeita. Não sei o que Jesus acha do tipo de comemoração que rola na data que deveria servir para lembrar o nascimento dEle. De verdade, pensei apenas pela manhã sobre isto. Agradeci a Deus por Ele ter enviado Jesus ao mundo. E, à noite, acho que a esperança e o amor que Jesus trouxe ao mundo permeou a celebração do Natal de forma natural, e consequentemente, honramos o nascimento do Salvador em meio às conversas e risos.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Como tomar decisões acertadas em tempos de "pouco tempo"
Existe um tema insistente em minha mente. É claro que tem a ver com o momento que estou vivendo. Mas acho que mesmo antes dessa fase, eu já meditava bastante sobre isso: decisões x emoções.
Não é nenhuma novidade dizer que hoje vivemos em um mundo muito agitado onde todas as coisas acontecem a uma velocidade crescente e que para acompanharmos as evoluções de equipamentos, conhecimento e necessidades do mercado de trabalho, nossa mente precisa funcionar na mesma velocidade, sabendo fazer escolhas em um piscar de olhos.
O tempo passa. A idade avança e com ela as condições do nosso corpo também. Somos constantemente ultrapassados por alguém mais jovem, mais inteligente, mais adequado ao cargo. E daí? Novas crianças nascem todos os dias e porque isso deveria mudar a nossa perspectiva de futuro? Por que precisamos ser tão competitivos?
Nossos parâmetros geralmente não são baseados no nosso passado com relação ao presente. Nossos parâmentros geralmente são fundamentados na performance de outros. Definimos nossas estratégias para tentar ficar à frente de alguém. Isso cansa. Desagasta a mente até os neurônios! E tudo isso, naquela velocidade dos tempos atuais.
Uma amiga, pensadora, postou essa frase hoje no facebook: "Follow your heart, but be quiet for a while first. Ask questions, then feel the answer. Learn to trust your heart." A autoria parece ser desconhecida. Mas o fato é que a frase instrui que sigamos nosso coração, mas fiquemos quietos por um momento antes disso. Aconselha que façamos perguntas, mas que depois precisamos ficar atentos para sentir as respostas. E, por fim, a frase fala que precisamos aprender a confiar no nosso coração.
Quem hoje tem tempo de ficar quieto? Ou quem vai reservar um tempo para meditar para sentir as respostas? Há hoje quem confie no coração, ao invés de confiar no currículo?
Nesse final de semana que passou, antes mesmo de ler essa frase, me propus a simplesmente não pensar na minha decisão de mudar de área e fazer outra faculdade. Aquietei minha mente e tentei aquietar o coração. Conclusão: me peguei em uma conversa natural, sem pressões, onde senti claramente minha paixão pela nova área, animação e, o principal, senti uma tranquilidade, diferente das decisões a altas velocidades que normalmente o mercado exige!
Então, para um bom início de semana, aconselho que você: " Siga seu coração, mas antes fique quieto por uns instantes. Faça perguntas, depois, sinta as respostas. Aprenda a confiar no seu coração." E assim, seja feliz e tenha sucesso, primeiro dentro de você! Com certeza, isso refletirá em todas as áreas da sua vida!
Não é nenhuma novidade dizer que hoje vivemos em um mundo muito agitado onde todas as coisas acontecem a uma velocidade crescente e que para acompanharmos as evoluções de equipamentos, conhecimento e necessidades do mercado de trabalho, nossa mente precisa funcionar na mesma velocidade, sabendo fazer escolhas em um piscar de olhos.
O tempo passa. A idade avança e com ela as condições do nosso corpo também. Somos constantemente ultrapassados por alguém mais jovem, mais inteligente, mais adequado ao cargo. E daí? Novas crianças nascem todos os dias e porque isso deveria mudar a nossa perspectiva de futuro? Por que precisamos ser tão competitivos?
Nossos parâmetros geralmente não são baseados no nosso passado com relação ao presente. Nossos parâmentros geralmente são fundamentados na performance de outros. Definimos nossas estratégias para tentar ficar à frente de alguém. Isso cansa. Desagasta a mente até os neurônios! E tudo isso, naquela velocidade dos tempos atuais.
Uma amiga, pensadora, postou essa frase hoje no facebook: "Follow your heart, but be quiet for a while first. Ask questions, then feel the answer. Learn to trust your heart." A autoria parece ser desconhecida. Mas o fato é que a frase instrui que sigamos nosso coração, mas fiquemos quietos por um momento antes disso. Aconselha que façamos perguntas, mas que depois precisamos ficar atentos para sentir as respostas. E, por fim, a frase fala que precisamos aprender a confiar no nosso coração.
Quem hoje tem tempo de ficar quieto? Ou quem vai reservar um tempo para meditar para sentir as respostas? Há hoje quem confie no coração, ao invés de confiar no currículo?
Nesse final de semana que passou, antes mesmo de ler essa frase, me propus a simplesmente não pensar na minha decisão de mudar de área e fazer outra faculdade. Aquietei minha mente e tentei aquietar o coração. Conclusão: me peguei em uma conversa natural, sem pressões, onde senti claramente minha paixão pela nova área, animação e, o principal, senti uma tranquilidade, diferente das decisões a altas velocidades que normalmente o mercado exige!
Então, para um bom início de semana, aconselho que você: " Siga seu coração, mas antes fique quieto por uns instantes. Faça perguntas, depois, sinta as respostas. Aprenda a confiar no seu coração." E assim, seja feliz e tenha sucesso, primeiro dentro de você! Com certeza, isso refletirá em todas as áreas da sua vida!
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Dependência high tech
Um dia, fechei a minha página do Twitter, desliguei o computador e imediatamente peguei meu celular para verificar o que tinha de novo no Twitter. Foi algo tão inconsciente, que quando me dei conta desse absurdo, fiquei assustada. Isto me alertou para o quanto eu estava dependente da tecnologia.
Me lembro de ter feito, lá pela sexta ou sétima série, um trabalho sobre vulcões. Foi o primeiro trabalho digitado que realizei para a escola, mas como fonte de pesquisa utilizei a antiquíssima Barsa. O computador que meu pai tinha em casa era provavelmente um 386 e tinha a famosa tela com letrinhas verdes! Nessa época, eu ia para a escola de ônibus, sem celular, e isso era muito normal!
Hoje, não saio de casa sem meus dois celulares, sendo que em um deles recebo informações sobre novos emails em três caixas postais, atualizações do Twitter, inclusive especificando se alguém citou meu nick ou se alguém me enviou uma "direct message", atualizações do Facebook e se alguém fez algum comentário em um dos meus três Blogs. Não existem surpresas nesse ramo para mim. Abrir o computador em casa é só para atualizar o Blog, ler notícias ou ver alguma outra página da internet. Apesar de que, já descobri uma forma de atualizar o Blog direto do smart phone!
Essas "facilidades" me causam uma certa ansiedade, pois a cada minuto olho para a tela do gadget, e quando não vejo nenhum "asterisco vermelho", referente às novidades e atualizações das diversas funções que utilizo via celular, sinto algo como um vazio... Sem brincadeira. E essa situação se repete durante as refeições com meu marido: ele com um iPod e eu no meu celular, ambos geralmente no Twitter. Estamos começando a nos policiar quanto a isso. Afinal, casamento virtual não é tão emocionante quanto o ao vivo!
Já existem terapeutas especializados no tratamento de viciados em internet e até existe em Londres um hospital para viciados em tecnologia, ou seja, pessoas viciadas em jogos e sites de relacionamento. Especialistas alertam que os principais sintomas são a necessidade de estar conectado à internet o tempo todo, a falta do convívio social e a utilização do computador como forma de fugir dos problemas.
Por alguns instantes, fiquei com medo! Parei para pensar se realmente estou viciada no Twitter. Eu sei que seria um pouco diferente, mas sei que consigo sobreviver sem a conexão, sem o Twitter e sem os emails. O que mais me preocupa é que se estou com o celular na mão, dificilmente consigo evitar de verificar o que está acontecendo nesse mundo virtual.
Há algumas semanas, derrubei uma jarra de limonada que lavou a casa, inclusive o meu smartphone. A placa do teclado está um pouco melada e com pequeno início de sinais de oxidação. Consigo utilizá-lo como rádio e telefone, apesar da enorme dificuldade de fazer o "0" aparecer. E para escrever, as letras q e a e a tecla delete estão significativamente danificadas. Preciso muito levar para alguma assistência (a Nextel não faz esse tipo de serviço pois afirma que é mau uso, mesmo que você queira pagar, eles não limpam a placa). Preciso apenas achar um aparelho de rádio para colocar o meu chip, e abandonar o smartphone por uns dias.
Sinceramente, penso nesses dias sem o gadget quase como um "retiro espiritual"! Não estou me esforçando para encontrar essa assistência ou para encontrar um aparelho de rádio, mas estou animada para ficar sem essa tecnologia ambulante no meu bolso. Não sei explicar muito bem, mas é como se fosse uma chance de eu provar para mim mesma que não estou viciada nesse pequeno pedaço de plástico com super poderes! E, convenhamos, ficar sem o smartphone por ele estar na assistência é bem menos dramático do que ficar sem o mesmo por você esta na "rehab"!
ps: Assim que finalizei este post, liguei para o meu pai, e consegui um outro rádio (sem funções extras) para enviar o meu para o conserto...
Me lembro de ter feito, lá pela sexta ou sétima série, um trabalho sobre vulcões. Foi o primeiro trabalho digitado que realizei para a escola, mas como fonte de pesquisa utilizei a antiquíssima Barsa. O computador que meu pai tinha em casa era provavelmente um 386 e tinha a famosa tela com letrinhas verdes! Nessa época, eu ia para a escola de ônibus, sem celular, e isso era muito normal!
Hoje, não saio de casa sem meus dois celulares, sendo que em um deles recebo informações sobre novos emails em três caixas postais, atualizações do Twitter, inclusive especificando se alguém citou meu nick ou se alguém me enviou uma "direct message", atualizações do Facebook e se alguém fez algum comentário em um dos meus três Blogs. Não existem surpresas nesse ramo para mim. Abrir o computador em casa é só para atualizar o Blog, ler notícias ou ver alguma outra página da internet. Apesar de que, já descobri uma forma de atualizar o Blog direto do smart phone!
Essas "facilidades" me causam uma certa ansiedade, pois a cada minuto olho para a tela do gadget, e quando não vejo nenhum "asterisco vermelho", referente às novidades e atualizações das diversas funções que utilizo via celular, sinto algo como um vazio... Sem brincadeira. E essa situação se repete durante as refeições com meu marido: ele com um iPod e eu no meu celular, ambos geralmente no Twitter. Estamos começando a nos policiar quanto a isso. Afinal, casamento virtual não é tão emocionante quanto o ao vivo!
Já existem terapeutas especializados no tratamento de viciados em internet e até existe em Londres um hospital para viciados em tecnologia, ou seja, pessoas viciadas em jogos e sites de relacionamento. Especialistas alertam que os principais sintomas são a necessidade de estar conectado à internet o tempo todo, a falta do convívio social e a utilização do computador como forma de fugir dos problemas.
Por alguns instantes, fiquei com medo! Parei para pensar se realmente estou viciada no Twitter. Eu sei que seria um pouco diferente, mas sei que consigo sobreviver sem a conexão, sem o Twitter e sem os emails. O que mais me preocupa é que se estou com o celular na mão, dificilmente consigo evitar de verificar o que está acontecendo nesse mundo virtual.
Há algumas semanas, derrubei uma jarra de limonada que lavou a casa, inclusive o meu smartphone. A placa do teclado está um pouco melada e com pequeno início de sinais de oxidação. Consigo utilizá-lo como rádio e telefone, apesar da enorme dificuldade de fazer o "0" aparecer. E para escrever, as letras q e a e a tecla delete estão significativamente danificadas. Preciso muito levar para alguma assistência (a Nextel não faz esse tipo de serviço pois afirma que é mau uso, mesmo que você queira pagar, eles não limpam a placa). Preciso apenas achar um aparelho de rádio para colocar o meu chip, e abandonar o smartphone por uns dias.
Sinceramente, penso nesses dias sem o gadget quase como um "retiro espiritual"! Não estou me esforçando para encontrar essa assistência ou para encontrar um aparelho de rádio, mas estou animada para ficar sem essa tecnologia ambulante no meu bolso. Não sei explicar muito bem, mas é como se fosse uma chance de eu provar para mim mesma que não estou viciada nesse pequeno pedaço de plástico com super poderes! E, convenhamos, ficar sem o smartphone por ele estar na assistência é bem menos dramático do que ficar sem o mesmo por você esta na "rehab"!
ps: Assim que finalizei este post, liguei para o meu pai, e consegui um outro rádio (sem funções extras) para enviar o meu para o conserto...
terça-feira, 3 de agosto de 2010
As nossas fotos
Vira e mexe, me pego gastando muitos minutos em fotos de pessoas que mal fazem parte do meu cotidiano, admirando-as, sonhando em estar naquele contexto, cobiçando aquela vida. É como se eu entrasse em transe. Quando me dou conta, não chequei os emails ou não vi as atualizações que queria ver, e aquelas fotos, ou melhor, este meu ato contemplativo só me fez mal.
Geralmente são cenas de casais felizes, com uma luz mais amarelada ou então uma foto em preto e branco, em alguma praia ou montanha, cenário de uma viagem. As pessoas da foto sorriem, estão bem, tem dinheiro e não tem com o que se preocupar. Viajam bastante livremente colecionando fotos, kms, carimbos nos passaportes... e por aí vai a minha imaginação.
Daí volto o meu pensamento para as fotos que tenho com o meu marido. Tento lembrar das fotos de viagens. Não viajamos muito. Nossa máquina não é muito boa então não tem aquela luz perfeita amarela. E mesmo as fotos que estamos juntos, sorrindo, parecem não ter aquele glamour das fotos alheias. Porquê?
Isso, por mais infundado que pareça, já foi motivo de pequenas crises na minha vida. Confundindo o imaginário com o real passei a questionar "itens" de um relacionamento de mais de cinco anos baseada simplesmente em fotos de pessoas quase estranhas, sorrindo, que para mim, por um lapso, se tornaram o maior exemplo de matrimônio.
Talvez tenha sido inconscientemente por este motivo que resolvi colocar as fotos mais bonitas que tenho com meu marido, na porta da minha geladeira, que fica praticamente na sala. Selecionei fotos do casamento, um poema que ele escreveu que eu amo e umas fotos de uma viagem. Todas com uma imagem perfeita, com o céu mais que azul e um mar de dar inveja ao céu! Todas mostram momentos felizes que vivemos.
Mas será que alguém poderia parar em frente à minha geladeira e começar a mesma divagação que fiz com as fotos alheias achando que somos um casal exemplo, com uma vida perfeita, sem problemas, por causa da qualidade daqueles retratos? Creio que sim. E, também acredito, que seja apenas uma questão de exercício para que chegue o dia em que as fotos "exemplares" não significarão mais do que apenas uma boa imagem para mim.
Aquela história de que a grama do vizinho é sempre mais verde distorce a visão do que realmente é seu. Em algum lugar do nosso DNA foi implantado um sentimento, seja pela criação, seja pelo mundo capitalista, de que o que é do outro sempre tem mais valor. Esta reflexão das fotos nunca mudou meu amor pelo meu marido, mas deixei que ela plantasse uma possibilidade de que o que os outros têm é melhor. Triste.
Hoje, um pouco mais livre e madura, consigo parar diante das nossas fotos na geladeira e me perder no tempo. Mesmo sabendo de todas as dificuldades, discussões e dissabores pelos quais passamos, nas fotos, vejo um casal feliz, apaixonado, com sonhos, e com apenas um defeito: tirar poucas fotos!

Foto tirada pelo celular de um amigo (Nina ou Sal) num dos momentos mais especiais da nossa vida: pela primeira vez, entrando no nosso apartamento! Fiz questão de postar essa foto pois reflete bem nosso "universo fotográfico": pouca qualidade, mas sem deixar a desejar nem um pouco no valor emocional!
Geralmente são cenas de casais felizes, com uma luz mais amarelada ou então uma foto em preto e branco, em alguma praia ou montanha, cenário de uma viagem. As pessoas da foto sorriem, estão bem, tem dinheiro e não tem com o que se preocupar. Viajam bastante livremente colecionando fotos, kms, carimbos nos passaportes... e por aí vai a minha imaginação.
Daí volto o meu pensamento para as fotos que tenho com o meu marido. Tento lembrar das fotos de viagens. Não viajamos muito. Nossa máquina não é muito boa então não tem aquela luz perfeita amarela. E mesmo as fotos que estamos juntos, sorrindo, parecem não ter aquele glamour das fotos alheias. Porquê?
Isso, por mais infundado que pareça, já foi motivo de pequenas crises na minha vida. Confundindo o imaginário com o real passei a questionar "itens" de um relacionamento de mais de cinco anos baseada simplesmente em fotos de pessoas quase estranhas, sorrindo, que para mim, por um lapso, se tornaram o maior exemplo de matrimônio.
Talvez tenha sido inconscientemente por este motivo que resolvi colocar as fotos mais bonitas que tenho com meu marido, na porta da minha geladeira, que fica praticamente na sala. Selecionei fotos do casamento, um poema que ele escreveu que eu amo e umas fotos de uma viagem. Todas com uma imagem perfeita, com o céu mais que azul e um mar de dar inveja ao céu! Todas mostram momentos felizes que vivemos.
Mas será que alguém poderia parar em frente à minha geladeira e começar a mesma divagação que fiz com as fotos alheias achando que somos um casal exemplo, com uma vida perfeita, sem problemas, por causa da qualidade daqueles retratos? Creio que sim. E, também acredito, que seja apenas uma questão de exercício para que chegue o dia em que as fotos "exemplares" não significarão mais do que apenas uma boa imagem para mim.
Aquela história de que a grama do vizinho é sempre mais verde distorce a visão do que realmente é seu. Em algum lugar do nosso DNA foi implantado um sentimento, seja pela criação, seja pelo mundo capitalista, de que o que é do outro sempre tem mais valor. Esta reflexão das fotos nunca mudou meu amor pelo meu marido, mas deixei que ela plantasse uma possibilidade de que o que os outros têm é melhor. Triste.
Hoje, um pouco mais livre e madura, consigo parar diante das nossas fotos na geladeira e me perder no tempo. Mesmo sabendo de todas as dificuldades, discussões e dissabores pelos quais passamos, nas fotos, vejo um casal feliz, apaixonado, com sonhos, e com apenas um defeito: tirar poucas fotos!

Foto tirada pelo celular de um amigo (Nina ou Sal) num dos momentos mais especiais da nossa vida: pela primeira vez, entrando no nosso apartamento! Fiz questão de postar essa foto pois reflete bem nosso "universo fotográfico": pouca qualidade, mas sem deixar a desejar nem um pouco no valor emocional!
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Paixão x Profissão
Estou passando por uma fase de transição da profissão para a paixão. Essas duas palavras sempre se relacionaram na minha cabeça, mas ainda não tinham feito o mesmo na vida prática. Gosto do que faço, mas é um gostar racional, se é que isso é possível! Faço com excelência, com conhecimento, com estudo, mas isso não me satisfaz.
Considero a idade de 17 anos um tanto precoce para se decidir a profissão que regerá boas horas da sua vida. Mas, talvez por falta de outra alternativa, aos 17 anos, foi o que fiz. Decidi uma profissão que regeu os 10 anos seguintes da minha existiência. Fiz pós graduação, trabalhei na área e estou cursando atualmente o mestrado. Mas constantemente me pergunto onde está a paixão.
Segundo o dicionário Aurélio, profissão significa emprego; trabalho; ofício, e um dos significados de paixão, de acordo com a mesma fonte, é "estar apto para". Portanto, minha profissão é fisioterapeuta e assistente financeira. E a minha paixão, estou descobrindo com mais maturidade somente agora, à beira dos 28 anos!
Sempre tive paixão por escrever e paixão por música. Escrevo poemas e textos diversos desde muito nova. Inclusive, acho que lá pelos 7 anos de idade, escrevi um livro! Depois na adolescência, em uma fase mais melancólica, regada a Fernando Pessoa e Cecília Meireles, montei um livro com todos os meus poemas para presentear uma amiga.
Então, por que escolhi me graduar em fisioterapia? É certo que também passei boa parte da infância fazendo fisioterapia, mas era tão chato que não sei se serviu de incentivo. Apesar de não ter idéia do que me motivou, não me arrependo totalmente de ter feito essa faculdade pois lá ingressei no mundo da pesquisa científica, onde aprendi muito sobre bastante coisa da vida!
Nada relacionado ao estudo considero como perda. Vou finalizar meu mestrado com muito afinco. Vou iniciar a faculdade de jornalismo como "mestre em ciências da saúde" e com um bebê recém nascido! Vai ser difícil, vai exigir muito esforço meu, do meu marido e talvez de algumas pessoas ao nosso redor. Mas se estou apta, ou seja, tenho paixão para ser jornalista, não quero continuar a vida apenas com o ofício de fisioterapeuta.
Considero a idade de 17 anos um tanto precoce para se decidir a profissão que regerá boas horas da sua vida. Mas, talvez por falta de outra alternativa, aos 17 anos, foi o que fiz. Decidi uma profissão que regeu os 10 anos seguintes da minha existiência. Fiz pós graduação, trabalhei na área e estou cursando atualmente o mestrado. Mas constantemente me pergunto onde está a paixão.
Segundo o dicionário Aurélio, profissão significa emprego; trabalho; ofício, e um dos significados de paixão, de acordo com a mesma fonte, é "estar apto para". Portanto, minha profissão é fisioterapeuta e assistente financeira. E a minha paixão, estou descobrindo com mais maturidade somente agora, à beira dos 28 anos!
Sempre tive paixão por escrever e paixão por música. Escrevo poemas e textos diversos desde muito nova. Inclusive, acho que lá pelos 7 anos de idade, escrevi um livro! Depois na adolescência, em uma fase mais melancólica, regada a Fernando Pessoa e Cecília Meireles, montei um livro com todos os meus poemas para presentear uma amiga.
Então, por que escolhi me graduar em fisioterapia? É certo que também passei boa parte da infância fazendo fisioterapia, mas era tão chato que não sei se serviu de incentivo. Apesar de não ter idéia do que me motivou, não me arrependo totalmente de ter feito essa faculdade pois lá ingressei no mundo da pesquisa científica, onde aprendi muito sobre bastante coisa da vida!
Nada relacionado ao estudo considero como perda. Vou finalizar meu mestrado com muito afinco. Vou iniciar a faculdade de jornalismo como "mestre em ciências da saúde" e com um bebê recém nascido! Vai ser difícil, vai exigir muito esforço meu, do meu marido e talvez de algumas pessoas ao nosso redor. Mas se estou apta, ou seja, tenho paixão para ser jornalista, não quero continuar a vida apenas com o ofício de fisioterapeuta.
sábado, 15 de maio de 2010
O Vigésimo Oitavo
Já ouvi falar, de gente que estuda os planetas e suas relações com o destino da vida aqui na Terra, que a cada 7 anos, encerramos um ciclo, e aos 28 acontecem muitas mudanças. Não vou saber entrar em detalhes sobre o que ocorre nessa data. Também não vou fazer uma busca no google agora pra tentar embasar essa teoria. Vou apenas relatar a minha própria experiência.
Faço 28 anos em Agosto, portanto, já estou vivenciando os dias do meu 28o ano de existência por aqui. Desde que esse ano (o vigésimo oitavo) começou, tomei várias decisões diferentes, e até já relatei sobre elas em um post sobre a virada do ano. Foi nessa época que comecei realmente a cuidar da minha saúde, iniciando uma atividade física (corrida e Pilates). Voltei a trabalhar com Ergonomia. Decidi ter filhos.
Você pode até pensar que nada disso é radical ou significa alguma ruptura. Até então eu nunca soube exatamente o que iria fazer na vida. Me formei em fisioterapia. Faço mestrado em ciências básicas. Cuido do financeiro da empresa da minha mãe. E me especializei em fisioterapia do trabalho. Mas amo escrever e tenho um talento legal para cantar. Ou seja, uma miscelânia completa!
Meu rendimento vem basicamente da minha atividade como "analista financeira" e dos trabalhos, em regime autônomo, em ergonomia. Além de tudo o que faço, também cuido da casa (reestruturação financeira exige que eu aumente a minha lista de atividades). Mas não me sinto realizada. Ou não me sentia, não sei ao certo, estou descobrindo. Aí que entra o vigésimo oitavo.
No ano passado, decidi, dentro de mim, o que seria apenas para me sustentar e o que seria para minha realização. Entendi (finalmente) que nem sempre é possível unir os dois. Hoje minha renda não vem da minha realização, mas aprendi a gostar do que faço para sustento. Não quero sofrer e me deprimir para ganhar dinheiro. Acho isso um absurdo. Aprendi também a investir mais nos meus talentos. Criei esse blog, depois mais um, e estou ensaiando com uma banda (ainda beeeem no comecinho). Isso tem me ajudado a ver que tenho um valor!
Mas o vigésimo oitavo não influenciou apenas em como eu penso, ele estrapolou para as oportunidades. Com a história da gravidez, iniciei um outro blog, mais focado. A repercussão dele está me agradando demais! Estou fazendo um trabalho praticamente de jornalismo para alimentá-lo. Como me sinto bem com isso! Alimenta a alma! E, não foi só esse reconhecimento do blog que vejo como oportunidade, também recebi um convite para escrever em uma revista de bairro, nada relacionado ao blog. Esse convite veio aparentemente do nada, de uma pessoa da família que estava buscando alguém que escrevesse bem. Pra mim, foi como um convite para um emprego super bem remunerado!!!
E o tempo mexe tanto com a cabeça, que decidimos, eu e meu marido, engravidar. Sempre tive muita dificuldade de me ver como mãe, com uma criança no colo. Meu pensamento sempre foi bem individualista ao pensar em aumentar a família. Tinha muito medo. Um dia, num caixa de supermercado, o meu marido perguntou quando eu iria dar um filho pra ele. Aquela pergunta gelou a minha espinha e estômago! E não foi medo. Acho que foi a minha surpresa com o meu próprio pensamento, de que realmente era a hora de começar a tentar!
Não sei muito sobre os planetas, nem ao menos sobre as luas. Entendo o que vivo, o que sinto. Bem que isso, não sempre! Mas o fato é que os 27 anos passaram, e junto com eles, muitos pontos de vista sobre a mesma coisa foram modificados. Acredito na evolução, no amadurecimento. Acredito que para todas as coisas existe o tempo certo. E por isso, agradeço a Deus por poder chegar nesse vigésimo oitavo ano com tanta carga de aprendizado, com poucos traumas, com muita saúde, muitas idéias, muitas pessoas queridas ao meu redor, um marido não perfeito mas que me entende como ninguém, e que, segundo a minha mãe, é um santo por ter casado comigo!
Obrigada Deus, obrigada pela vida e pela possibilidade de gerar mais vida!
Faço 28 anos em Agosto, portanto, já estou vivenciando os dias do meu 28o ano de existência por aqui. Desde que esse ano (o vigésimo oitavo) começou, tomei várias decisões diferentes, e até já relatei sobre elas em um post sobre a virada do ano. Foi nessa época que comecei realmente a cuidar da minha saúde, iniciando uma atividade física (corrida e Pilates). Voltei a trabalhar com Ergonomia. Decidi ter filhos.
Você pode até pensar que nada disso é radical ou significa alguma ruptura. Até então eu nunca soube exatamente o que iria fazer na vida. Me formei em fisioterapia. Faço mestrado em ciências básicas. Cuido do financeiro da empresa da minha mãe. E me especializei em fisioterapia do trabalho. Mas amo escrever e tenho um talento legal para cantar. Ou seja, uma miscelânia completa!
Meu rendimento vem basicamente da minha atividade como "analista financeira" e dos trabalhos, em regime autônomo, em ergonomia. Além de tudo o que faço, também cuido da casa (reestruturação financeira exige que eu aumente a minha lista de atividades). Mas não me sinto realizada. Ou não me sentia, não sei ao certo, estou descobrindo. Aí que entra o vigésimo oitavo.
No ano passado, decidi, dentro de mim, o que seria apenas para me sustentar e o que seria para minha realização. Entendi (finalmente) que nem sempre é possível unir os dois. Hoje minha renda não vem da minha realização, mas aprendi a gostar do que faço para sustento. Não quero sofrer e me deprimir para ganhar dinheiro. Acho isso um absurdo. Aprendi também a investir mais nos meus talentos. Criei esse blog, depois mais um, e estou ensaiando com uma banda (ainda beeeem no comecinho). Isso tem me ajudado a ver que tenho um valor!
Mas o vigésimo oitavo não influenciou apenas em como eu penso, ele estrapolou para as oportunidades. Com a história da gravidez, iniciei um outro blog, mais focado. A repercussão dele está me agradando demais! Estou fazendo um trabalho praticamente de jornalismo para alimentá-lo. Como me sinto bem com isso! Alimenta a alma! E, não foi só esse reconhecimento do blog que vejo como oportunidade, também recebi um convite para escrever em uma revista de bairro, nada relacionado ao blog. Esse convite veio aparentemente do nada, de uma pessoa da família que estava buscando alguém que escrevesse bem. Pra mim, foi como um convite para um emprego super bem remunerado!!!
E o tempo mexe tanto com a cabeça, que decidimos, eu e meu marido, engravidar. Sempre tive muita dificuldade de me ver como mãe, com uma criança no colo. Meu pensamento sempre foi bem individualista ao pensar em aumentar a família. Tinha muito medo. Um dia, num caixa de supermercado, o meu marido perguntou quando eu iria dar um filho pra ele. Aquela pergunta gelou a minha espinha e estômago! E não foi medo. Acho que foi a minha surpresa com o meu próprio pensamento, de que realmente era a hora de começar a tentar!
Não sei muito sobre os planetas, nem ao menos sobre as luas. Entendo o que vivo, o que sinto. Bem que isso, não sempre! Mas o fato é que os 27 anos passaram, e junto com eles, muitos pontos de vista sobre a mesma coisa foram modificados. Acredito na evolução, no amadurecimento. Acredito que para todas as coisas existe o tempo certo. E por isso, agradeço a Deus por poder chegar nesse vigésimo oitavo ano com tanta carga de aprendizado, com poucos traumas, com muita saúde, muitas idéias, muitas pessoas queridas ao meu redor, um marido não perfeito mas que me entende como ninguém, e que, segundo a minha mãe, é um santo por ter casado comigo!
Obrigada Deus, obrigada pela vida e pela possibilidade de gerar mais vida!
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