sábado, 31 de maio de 2014

Crônica da máquina de lavar

Quando estou em casa, sozinha com meu cachorro, a máquina de lavar roupas funciona o dia inteiro. É como se fosse simbolicamente a lavagem de todas as mágoas, decepções, frustrações e compromissos adiados, ou mesmo o "passar a limpo" dos pensamentos, bons ou ruins.

Freneticamente, as roupas sujas são lançadas à máquina. Aperto botões, ouço o seu encher, o seu chacoalhar e o seu centrifugar, retiro roupas úmidas e reinicio o ciclo. Geralmente, um ciclo curto, com molho curto, porque as roupas nunca estão encardidas, mas jamais estarão pouco sujas, talvez como minha conciência vê os meus pensamentos. E, varal após varal, as roupas balançam ao vento.

As meias são penduradas par a par, às vezes presas pela boca, outras vezes pela ponta do pé, decidido a esmo, sem muito método ou encanação, assim como algumas decisões banais que tomamos durante o dia. Entretanto, as camisetas são irredutíveis: sempre presas pela "linha mamilar" para que não fiquem com cara de trapézio, nem com gola desbeiçada...

Calças jeans mais próximas do exterior da casa, camisetas de corrida, mais para dentro. Sutiãs nas laterais do varal de chão. E quando a maioria seca, é retirada, separada por categorias "passar" e "não passar", e colocadas em uma sacola. Aquelas retardatárias com bolsos, cós e fundilhos úmidos, se juntam em uma extremidade do varal, agora desfalcado, e aguardam a sua vez de se juntarem às outras, e recomeçar o ciclo.

E assim as ideias, pensamentos e sentimentos são lavados, torcidos, enxaguados, centrifugados, repensados, separados e recolhidos.

Como elaborar um bom cartão de visitas

Com a facilidade e aumento de acessos à internet e às redes sociais, as empresas e profissionais autônomos estão optando pela publicidade online. Entretanto, quando se diz respeito a construir relacionamentos comerciais duradouros, é importante sempre lembrar de investir também em cartões de visita. Eles fazem com que a sua marca e o seu nome fiquem mais próximos de quem você quer alcançar. Carregam a sua identidade e a sua essência. E estão sempre à mão!


O primeiro item que você deverá pensar para elaborar o seu cartão de visitas é o conteúdo, ou seja, qual informação você deseja passar para o seu cliente ou futuro cliente. Um cartão de visita apresentará no mínimo as seguintes informações: o seu nome, o nome da empresa e as formas de contato (e-mail, telefone comercial, telefone celular e endereço). Se achar relevante, você poderá acrescentar outros itens como o logo da sua empresa, mas lembre-se sempre de não "poluir" o cartão com informações desnecessárias.


Depois de ter decidido o conteúdo, pense qual modelo de cartão de visita mais combina com você e com seu negócio. Ele pode variar no formato, no estilo, nas cores, no tipo de papel, no acabamento (fosco ou brilhante) e até na borda (padrão ou arredondada). Um modelo tradicional mede 48mm x 88mm e geralmente é impresso em papel couché fosco. Caso a preocupação com o meio ambiente seja uma característica importante do seu negócio, uma boa opção de papel é o reciclado. Já se a sua empresa é jovem, o mini-cartão com 24mm x 88mm é uma escolha moderna!


Agora que você já conseguiu imaginar como será o seu cartão, o último passo será decidir a quantidade a ser impressa. As empresas geralmente oferecem pacotes a partir de 100 unidades. Lembre-se de levar em conta se irá entregar seus cartões em algum estabelecimento. E antes de encomendar, atenção! Avalie se as informações do cartão são sazonais ou não.

Bons negócios!

Um livro sobre acolhimento e reconstrução - "Solstício de Inverno"

Sabe aquele momento da sua vida em que você percebe que tudo de que você mais precisa é uma mudança? Uma novidade para animar a sua alma? No livro, “Solstício de Inverno” de Rosamunde Pilcher, a protagonista Elfrida havia deixado Londres para viver esta novidade na pequena cidade de Dibton. Morando em um chalé pequeno e acolhedor, acreditava que esta era a mudança da sua vida, quando uma tragédia altera os seus rumos e a leva para o norte da Escócia.

Na nova cidade, Elfrida se vê morando em um antigo casarão, com o seu cachorro Horácio e um homem que pouco conhecia, mas que sabia que contava muito com a sua companhia para enfrentar dias de sofrimento. Em pleno mês de dezembro, eles acreditam que seu Natal será apenas mais uma noite, como qualquer outra, sem motivos para uma festa.

Aos poucos, outras pessoas com suas próprias dores e carências passam a ocupar os quartos do casarão, fazendo nascer a cada dia a esperança e a alegria, conforme cresce em cada um deles o sentimento de acolhimento e de reconstrução.

Um delicioso e leve romance que resgata a importância de estarmos abertos para as mudanças e para os novos relacionamentos que a vida nos trás.


domingo, 8 de julho de 2012

6 dicas para fazer seu cérebro entender mais do que apenas 140 caracteres

Quinta-feira passada estive no festival YouPIX, "onde a internet se encontra fora da internet". Precisava ir! Sou ~entusiasta~ das mídias sociais, não podia perder! Acompanhei minha amiga Maria Carol na palestra sobre Apocalipse Digital, onde rolou um debate sobre o futuro das redes sociais e nossa capacidade de administrá-las, com a equipe do HootSuite.

Gasto um tempo considerável conectada, seja via celular, iPad ou computador. Gosto de estudar o que está rolando, além de postar e acompanhar meus amigos/followers no Facebook, Twitter, Pinterest, Instagram, Foursquare, e um pouco no Google+. Mas é tanta informação que recebo e que gero que tenho pensado bastante sobre como isto influencia o modo como penso.

Tem pesquisa por (com infográfico lindão!) dizendo que a nossa capacidade de concentração passou de 12 minutos, há 10 anos atrás, para 5 SEGUNDOS! Tudo isso por causa do uso das mídias sociais! E não é muito difícil de acreditar! A gente pula de aba em aba do navegador, de post pra post no mural, clica em algumas imagens, assiste o começo dos vídeos, tudo isso em segundos. Enquanto, muita vezes, realizamos alguma outra atividade de trabalho.

Nosso cérebro entende que esta é a nova maneira de funcionar. E assume isto para todas as atividades. Triste. Mas um pouco de paciência e outros hábitos offline e também online podem ajudar a mudar este cenário. E é o que estou tentando fazer! Dá uma olhadinha nas dicas abaixo:

1- Leia um livro, de cabo a rabo, mesmo que seja aos poucos (mesmo que seja um ebook), assim seu cérebro volta a quebrar a barreira dos 140 caracteres!
2- Utilize um gadget apenas em casa (eu tenho mania de checar as redes no celular, logo depois que desligo o computador....), isto ajuda a focar sua atenção e ajuda a interagir com possíveis amigos reais que você tenha em casa!
3- Quando um vídeo te interessar e você não tiver tempo para isto, salve o link e retorne para assistir com calma. Não acesse o vídeo e adiante o tempo. Faça com calma, prestando atenção!
4- Valorize as redes sociais que existem (há tanto tempo!) no ambiente offline. Quando estiver em um bar, restaurante, café com alguém real, deixe os gadgets de lado...yes, you can!
5- Realize alguma atividade física: ajuda o corpo e rola uma "limpeza" mental.
6- Faça um calendário de programação cultural #mustsee: um cineminha, uma exposição de arte, um passeio a um museu. E se usar o gadget, que seja para entender mais sobre a obra de arte ou para escolher o programa!

E se você chegou até este ponto do post, o seu cérebro ainda tem salvação!
Boa sorte!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Ver o outro como outro - sobre o encantamento de ver no outro, o outro e só

Meu filho Pedro está com um ano e cinco meses. Cada dia que passa ele fica mais com cara e jeito dele mesmo, sem influências, sendo o Pedro. Independente! E isto me encanta! Me faz me apaixonar cada dia mais!

Estou com meu marido há 11 anos. E nesta nossa história já me confundi muito com ele, já confundi muito ele com quem sou, e nos últimos dias, tenho voltado este mesmo olhar que tenho para o Pedro, para ele, para relembrar aos meus olhos o encantamento que é ver nele, ele e só. Separado de mim. Completo em si.

Quando a gente casou o pastor falou apenas vinte minutos. Mas o que falou foi na medida. Lembro bem dele falando que para o relacionamento dar certo eu precisaria me ver nele, como se olhando em um espelho, e ele, se ver em mim.

Quando me olho no espelho reconheço quem eu sou, com todas as minhas particularidades, defeitos e qualidades. Não preciso falar nada. Sei o que passa por trás dos olhos com que me fito. Olhar para o meu marido como se fosse minha imagem no espelho não significa vê-lo como alguém igual a mim, pelo contrário, significa vê-lo como alguém que é único.

Não sei segredo para fazer durar relação, nem tenho pretensão de provar se existe tal coisa, mas quero fazer todo dia este exercício de ver o J como único que é, por que sei que se eu alimentar este encantamento por vê-lo exatamente como ele é, cada dia que passar ficará mais natural respeitá-lo e desta maneira dou margem para cultivar anos de excelente convivência! Um bom segredo, não?!

sábado, 25 de dezembro de 2010

Natal 2010: Já?

Este ano realmente passou muito rápido! Me lembro como se fosse ontem o dia em que escrevi o post sobre o Natal na casa da minha avó. Lembro muito bem também do post sobre "decidir ser feliz em 2009". Já estou no nono mês de gravidez, logo estarei com meu filho nos braços, e não parecerá que se passaram mais de nove meses desde quando decidimos engravidar! Não tenho conhecimento suficiente para dizer se esta sensação é devido a uma nova velocidade de rotação da Terra ou se conforme envelheço, a noção de tempo muda, mas que o tempo passou mais rápido eu bem sei!

Mesmo sentindo que não faz muito tempo que fiz aquele post sobre o Natal, acho importante registrar que mais uma vez me diverti horrores nesta noite e que sou muito orgulhosa da família que tenho! Além disso, é necessário registrar que este foi o último Natal que passo antes do Pedrinho e do(a) meu(inha) sobrinho(a) nascerem! E foi muito gostoso imaginar com todos ao redor da mesa como será o próximo Natal com um bebê de 6 meses e o Pedrinho, que estará quase com 1 ano, apavorando todo mundo!!!

A conversa durante a ceia foi tão boa que tive até crise de riso com um comentário da minha mãe! Meu marido, inclusive, filmou algumas das "discussões natalinas". Parece que o tempo passa e curtimos cada dia mais a família que temos, graças a Deus!

Cheguei em casa satisfeita. Não sei o que Jesus acha do tipo de comemoração que rola na data que deveria servir para lembrar o nascimento dEle. De verdade, pensei apenas pela manhã sobre isto. Agradeci a Deus por Ele ter enviado Jesus ao mundo. E, à noite, acho que a esperança e o amor que Jesus trouxe ao mundo permeou a celebração do Natal de forma natural, e consequentemente, honramos o nascimento do Salvador em meio às conversas e risos.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Como tomar decisões acertadas em tempos de "pouco tempo"

Existe um tema insistente em minha mente. É claro que tem a ver com o momento que estou vivendo. Mas acho que mesmo antes dessa fase, eu já meditava bastante sobre isso: decisões x emoções.

Não é nenhuma novidade dizer que hoje vivemos em um mundo muito agitado onde todas as coisas acontecem a uma velocidade crescente e que para acompanharmos as evoluções de equipamentos, conhecimento e necessidades do mercado de trabalho, nossa mente precisa funcionar na mesma velocidade, sabendo fazer escolhas em um piscar de olhos.

O tempo passa. A idade avança e com ela as condições do nosso corpo também. Somos constantemente ultrapassados por alguém mais jovem, mais inteligente, mais adequado ao cargo. E daí? Novas crianças nascem todos os dias e porque isso deveria mudar a nossa perspectiva de futuro? Por que precisamos ser tão competitivos?

Nossos parâmetros geralmente não são baseados no nosso passado com relação ao presente. Nossos parâmentros geralmente são fundamentados na performance de outros. Definimos nossas estratégias para tentar ficar à frente de alguém. Isso cansa. Desagasta a mente até os neurônios! E tudo isso, naquela velocidade dos tempos atuais.

Uma amiga, pensadora, postou essa frase hoje no facebook: "Follow your heart, but be quiet for a while first. Ask questions, then feel the answer. Learn to trust your heart." A autoria parece ser desconhecida. Mas o fato é que a frase instrui que sigamos nosso coração, mas fiquemos quietos por um momento antes disso. Aconselha que façamos perguntas, mas que depois precisamos ficar atentos para sentir as respostas. E, por fim, a frase fala que precisamos aprender a confiar no nosso coração.


Quem hoje tem tempo de ficar quieto? Ou quem vai reservar um tempo para meditar para sentir as respostas? Há hoje quem confie no coração, ao invés de confiar no currículo?


Nesse final de semana que passou, antes mesmo de ler essa frase, me propus a simplesmente não pensar na minha decisão de mudar de área e fazer outra faculdade. Aquietei minha mente e tentei aquietar o coração. Conclusão: me peguei em uma conversa natural, sem pressões, onde senti claramente minha paixão pela nova área, animação e, o principal, senti uma tranquilidade, diferente das decisões a altas velocidades que normalmente o mercado exige!


Então, para um bom início de semana, aconselho que você: " Siga seu coração, mas antes fique quieto por uns instantes. Faça perguntas, depois, sinta as respostas. Aprenda a confiar no seu coração." E assim, seja feliz e tenha sucesso, primeiro dentro de você! Com certeza, isso refletirá em todas as áreas da sua vida!