quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Minha vida, a corrida e o magricelo


Estava relembrando o que a corrida significou para mim nesses 27 anos.

Na minha infância, nunca sonhei em ser atleta. Sonhei em ser astronauta, desenhista e neurocirurgiã. Não me dei muito bem com esporte. Quebrei dedo jogando handball, "abri pulso" com o vôlei, machuquei o joelho com basquete, fui afogada pelo professor de natação (de verdade!)! Até tentei futebol, mas desisti! Gostava de andar de bicicleta, e olhe lá!

Na minha adolescência, o pior da aula de educação física, para mim, era a avaliação chata, que consistia em correr por uns 50 minutos em volta da quadra. Além de ser chato o percurso, era um menino chato que contava as voltas! Eita idade chata!!!

Mas nessas duas fases, me lembro muito bem de um cara magricelo* e cabeludo que passava correndo e gritando "U-huu!" na rua do meu prédio, e desde os 5 anos, quando o via, corria atrás (pela grade do prédio) e gritava de volta! E era o maior barato!!!

Depois disso, o esporte continuou fora da minha vida. Vida oficialmente sedentária! Fiz um pouco de natação de novo, mas parei. Fiz yoga, e parei. Fiz academia, e sumi (de corpo e da academia!). Mas o cara magricelo sempre aparecia nas redondezas, e eu, quando podia, fazia o "U-huuu!" pra ele.

Em uma Copa (lembrem-se, o esporte não fazia parte da minha vida, por isso, não pergunte datas!), acompanhei alguns jogos do Brasil. E nosso time ganhou contra a Alemanha! Fomos para a av. Paulista comemorar. E quem estava lá com a camiseta da Alemanha? O magricelo cabeludo!

Casei, mudei de bairro, de trabalho, e o magricelo cabeludo continua aparecendo nas ruas por onde passo!

E há 22 anos, aproximadamente, a corrida passa por mim, e só nesse ano que ela parou (e pra ficar), mas não foi por esse magricelo,foi por outro, um magricelo careca, meu marido!

*Magricelo e cabeludo: Ultramaratonista Roberto Losada Pratti, famoso corredor das ruas de São Paulo. (Agradecimentos ao Anderson Zacarias que me passou o nome da figura!)

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Essência escrita

Na comunidade que frequento existem umas figuraças! De fato, acho que ninguém lá é normal. Geralmente quem é, não consegue ir mais do que uns 3 domingos!
Nada pessoal, mas realmente, fugimos à normalidade. E essa estranheza toda é o que me faz sentir confortável por lá, porque por trás da loucura existe um grande respeito por todos, independente da essência de cada um.

Mas às vezes, acho que perco um pouco da minha essência, e acredito que isso aconteça porque deixo de pensar por mim mesma me influenciando muito por opiniões que não são as minhas, tornando-me uma pessoa comum, igual a todo mundo, deixando a oportunidade de ser quem sou, de lado.

Pensando nisso percebi que temos tempo definido para várias atividades, como dormir, comer, cuidar do corpo, mas, para o que diz respeito à mente, o que nos define, nos caracteriza, ou seja, essa essência, não reservamos um tempo certo.

Duas vezes por semana, passo em um trecho de São Paulo com um trânsito bem chato, e é nesse momento, por mais estranho que seja, que paro para refletir sobre alguns aspectos negligenciados da minha vida, opiniões, sonhos, realizações, mudanças, e faço até algumas anotações em um papel sobre a direção, e percebo que existe uma força em mim, um potencial que está realmente abandonado, aquilo que constrói a minha essência. Mas depender de trânsito para cultivá-la, em São Paulo, não é nada difícil, mas, convenhamos, isso também vai cultivar um rombo na minha conta e na minha paciência!

Por isso, resolvi voltar a escrever, pois desse jeito organizo minhas idéias e reflito sobre os meus valores. E quando digo que organizo as minhas idéias, literalmente organizo meus pensamentos, puxando um a um da minha mente, os materializo no papel (ou tela!), afinal, ele(a) nunca vai me julgar, e a cada linha escrita, construo aquela que desejo ser, corrigindo o que não gosto, revendo o que estranho, e aperfeiçoando o que tenho de melhor!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Tem que ser de coração (sobre o aniversário)

Minha bisavó já dizia que o melhor da festa, era se arrumar pra ela!
Pois bem, me arrumei muito bem arrumada!
Fiquei linda, de vestido, meia-calça e o meu sapato mais alto.
A maquiagem estava ótima! E o cabelo bem penteado!
O salão também estava empetecado: copos coloridos sobre cada mesa com um pequeno arranjo de flores do campo, potes transparentes com balas coloridas e outros detalhes mais.
A festa seria bem servida. Sanduíches, bebidas, bolos e docinhos até dizer chega!

Mas a festa não agradou a aniversariante.
Fiquei chateada. Metade dos convidados não apareceu.
E dos que apareceram, alguns não foram de coração.
E esse foi o maior problema.

Como alguém consegue agir sem pensar pelo coração?
Ainda mais com alguém que colocou tanto coração na festa.

Agora já foi. E a lição dos 27 é essa:
Faça de coração para quem merece a sua atenção.
Não faça nada pensando em quem não tem coração.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Tudo errado

Ontem o dia foi errado
Foi errada a noite também
Em um sofá errado, com a coberta errada
Calor e lágrimas

Hoje, tentou amanhecer certo
Até chegar o errado
E fazer tudo voltar a ser como era

Ainda estou errada
Errada de vista, errada do sentir
Com o coração errado apertado e angustiado
E o estômago, desde ontem, antes do sofá
Continua errado

E erradas as horas se vão,
derretendo nesse calor errado infernal
em uma cidade certa, no mês de carnaval

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Individualidade

Tenho que ser eu, e somente eu
Lembrar do que eu gosto, cultivar os meus gostos
Ter um tempo egoísta, esquecer um pouco o altruísmo
Tricotar, ler meu livro emperrado no criado
Arrumar a bolsa, tirar roupas para dar
Procurar moedas nos casacos (não tenho esperança de achar notas!)
Ler revistas, mas ver só as fotos e as fofocas, e o que mais interessar
Procurar os velhos álbuns
Juntar fotos, montar novos álbuns, criar novas histórias
Decorar a casa para o Natal
Recortar anjinhos de cartolina e montar um presépio
Ver uns cinco seriados seguidos
Fazer um bolo de fubá, fazer um chá.

Demissão

Me irritei.
Cansei de pedir sempre a mesma coisa.
Cansei de pedir mais atenção para os detalhes.
Cansei de explicar onde limpar, como guardar, e afins...
Cansei. Não quero mais.
Quero tranquilidade. Quero confiança.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

O que seria de mim

sem as risadas altas

sem as taças de vinho

sem as conversas calorosas

sem as fotos da Tron

sem os deliciosos chás

sem as boas músicas?

O que seria de mim sem vocês que me concedem tudo isso?

O que seria de mim se eu não pudesse mais encontrá-los, não pudesse mais vê-los?

Eu não seria nada, não teria vida, não seria completa!

Amo demais vocês, meus amigos!!!

ps: Quanto está o placar, pai?